terça-feira, 2 de junho de 2009

Reflexões sobre o "nada"...


Durante muitos milênios os humanos nunca refeletiam sobre o nada, quando muito refletiam sobre a água de lagos parados e ainda por cima a imagem era distorcida. Vide o que aconteceu a Narciso...
Depois da invenção dos espelhos, aí sim eles passaram a refletir sobre alguma coisa.
No campo filosófico, podemos explorar esta imagem de retórica sob diversos aspectos.
Dado que o conceito de "zero", "conjunto vazio" e por extensão o "nada", surgiu entre os povos babilônios, hindus e maias e só ocorreu na Europa durante a Idade Média, podemos concluir que os grandes pensadores da antiguidade somente produziram tanto saber porque nunca perderam tempo "pensando em nada"...
Depois que o número 0 (zero) foi adotado pelos europeus, juntamente com o sistema arábico de numeração, outros grandes pensadores, Galileu Galilei entre eles, começaram a contestar a ignorante e retrógrada igreja católica romana, muitos deles ainda pagando com a vida a sua ousadia, conseguiram mostrar ao mundo que se julgava civilizado que tinha muito mais carne seca debaixo daquele angú do que poderia imaginar a sua vã filosofia.
Interessante, que foram os "povos bárbaros" que os cristãos tanto tentaram exterminar, e em alguns casos conseguiram, como por exemplo nas américas, que desbravaram a base do conhecimento moderno.
Existem aqueles que dizem que a matemática não é filosofia, que é "apenas" uma ciência exata, assim como existem aqueles que julgam não ser a filosofia uma ciência.
Ledo engano, ambos estão redondamente (olha o zero aí minha gente!) enganados!
O melhor exemplo do que digo, é que estou aqui "bostejando", refletindo sobre o nada, digitando estes símbolos gráficos em um computador que só sabe da existência do "zero" e do "um"...
Para concluir, apresento o exemplo mais recente das reflexões sobre o nada que me vieram à mente.
Ele ocorre com freqüência nas praias cariocas, quando o homem surpreendido em seus devaneios, nos olhares perdidos nas bundas femininas é inquirido pela sua digníssima cara-metade: "
_ Beem... Tá pensando em que???"
Ao que sabiamente ele responde "
_ Em nada meu amorzinho... Em NADA..."

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